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Ginecologia regenerativa – você sabe o que é?

Ginecologia regenerativa – você sabe o que é?

Ginecologia regenerativa – você sabe o que é?

Muitas mulheres, hoje em dia, estão buscando por um novo tratamento que tem sido revolucionário no campo da ginecologia, que promete devolver a elas o bem estar físico e mental relacionado à região genital. Saiba mais!

A maioria das mulheres sofre, atualmente, com problemas, tanto físicos quanto psicológicos, relacionados à sua região genital, e, com isso, a busca por um novo tratamento que tem revolucionado o campo da ginecologia tem crescido cada vez mais. Esse novo tratamento recebe o nome de ginecologia regenerativa.

Porém, antes de começarmos a falar sobre a ginecologia regenerativa de fato, é importante que façamos a definição da palavra regeneração.

O que é regeneração?

A palavra “regeneração” significa ato ou efeito de regenerar, restabelecimento do que estava destruído ou reforma no sentido de melhorar algo. Com isso, temos que a regeneração, no âmbito da ginecologia, é uma forma de restaurar, regenerar, recuperar, retornar o órgão ao estado original dele – ou pelo menos a um estado parecido ao original.

Definida a palavra, partiremos agora para o conceito de ginecologia regenerativa.

Ginecologia regenerativa – o que é?

Todos os seres humanos, durante a sua vida, passam pelo processo de envelhecimento, que é causado por diversos fatores, sendo eles intrínsecos e extrínsecos; e esse processo gera a perda de funcionalidade de diferentes partes do corpo, e na vagina da mulher não ocorre de forma distinta. É aí que entra a ginecologia regenerativa.

Ginecologia regenerativa funcional e estética é o nome dado ao conjunto de procedimentos que buscam devolver a funcionalidade e a estética à área genital da mulher, que é perdida ao longo da vida. O objetivo principal da ginecologia regenerativa é rejuvenescer, restaurar a anatomia do assoalho pélvico, estimular a sexualidade e harmonizar a região, recuperando a autoestima e a confiança da mulher. Esses procedimentos atuam em toda área genital feminina, tanto na região vulvar, incluindo os pequenos lábios, grandes lábios, clitóris, quando na vagina, nas paredes vaginais e na área perineal.

Fatores que causam a perda funcional e estética da área genital feminina

Como já foi dito, existem diversos fatores que acarretam a perda de funcionalidade e da estética da região vaginal. O fator cronológico pode ser considerado o principal deles, é um fator intrínseco, pois toda mulher irá envelhecer, é característica normal do próprio organismo e não podemos prevenir isso. A menopausa se encaixa no fator cronológico, já que, quando a mulher está em idade mais avançada, ela para de menstruar, porque os ovários cessam a produção de hormônios relacionados à fertilidade. Com ela, vem a atrofia genital e, em consequência, sintomas que diminuem a qualidade de vida da mulher, como, por exemplo, o ressecamento vaginal, que causa dor durante a relação sexual, e a perda urinária, que ocorre pela perda da sustentação da uretra e pode gerar infecções urinárias de repetição.

Como fatores extrínsecos, temos, por exemplo, traumas obstétricos – como um parto que lacerou a musculatura vaginal –, variações de peso, leucorreia crônica, tabagismo, etilismo. Esses são fatores que colaboram para o envelhecimento e que podem ser prevenidos, contudo, quando já estão instalados, precisa haver uma regeneração. 

Existe algum procedimento ideal?

Ao buscar pela ginecologia regenerativa, a pergunta que as pacientes mais fazem aos médicos é: existe algum procedimento ideal? Há algum que seja mais recomendado?

Desde que surgiu a ginecologia regenerativa, diversos recursos foram estudados e aprimorados para oferecer o melhor tratamento à mulher, para dar a ela qualidade de vida. Todos esses procedimentos têm apresentado resultados impressionantes, mas cada um deles age de uma forma e pode ser mais indicado em casos distintos, é essencial que, antes de realizar qualquer um deles, haja uma avaliação meticulosa, mais integrada. É necessário avaliar a mucosa vaginal, a pele da vulva, assim como o subcutâneo e a musculatura da área genial, pois pode ser que exista, por exemplo, uma rotura perineal, em que a musculatura precisa ser reconstruída.

Dentre os tratamentos, temos: terapia de reposição hormonal, estimulação da musculatura perineal com correntes, peelings, cosmecêuticos, preenchimentos, nanoenxertismo de gordura, depilação a laser, microagulhamentos, fios de PDO, ultrassom microfocado, laser vaginal, radiofrequência, as cirurgias íntimas, que são cirurgias que restauram os pequenos lábios e o clitóris, por exemplo, e as cirurgias vaginais avançadas, de prolapsos, de períneo, que também são muito importantes.

Os recursos mais utilizados, na atualidade, pela ginecologia regenerativa são o laser e a radiofrequência. Esses dois procedimentos têm feito maior sucesso dentre os médicos e pacientes por serem minimamente invasivos e oferecerem melhores resultados e rápida recuperação, são altamente indicados para tratar a atrofia vaginal, os demais sintomas da menopausa e a perda urinária, sintomas mais relacionados à funcionalidade da região genital feminina. O laser utilizado é o de CO2 ou o laser Érbio, que é aplicado através de ondas eletromagnéticas que disparam raios de luz e calor ao entrarem em contato com o tecido vaginal, gerando uma contração, que estimula a produção de colágeno e recupera a tensão e a elasticidade tecidual. Esses procedimentos, como foi exposto, oferecem rápida recuperação e poucas reações adversas, podendo haver certa vermelhidão e edema após a sua realização. O laser e a radiofrequência não são recomendados à pacientes gestantes, com fotossensibilidade, com infecções ativas e pacientes que possuem diabetes. Neste caso, o médico, junto à paciente, deve buscar outro tratamento.

Para as mulheres que buscam melhorias mais estéticas, os procedimentos procurados são: a cirurgia íntima, que propõe a remodelação dos lábios, criando uma harmonização, já que algumas mulheres possuem os lábios menores sobressalentes; o preenchimento dos lábios maiores, criando também uma aparência mais harmônica e acabando com a flacidez, causada muitas vezes por perda de peso ou até mesmo pela passagem natural do tempo; e o clareamento genital, realizado com peelings químicos, ácido hialurônico ou até mesmo com o laser de CO2 fracionado, com a finalidade de clarear a região íntima, que escurece com o passar dos anos.

Por isso, como foi dito, é imprescindível que qualquer mulher que deseje realizar um procedimento de ginecologia regenerativa procure um profissional qualificado para avaliar qual é o mais recomendado.

Que profissionais podem realizar esses procedimentos?

Existem diversos profissionais qualificados que atuam no campo da ginecologia regenerativa, dentre eles estão ginecologistas, obstetras, dermatologista e cirurgiões plásticos. Cada um deles tem uma habilidade ou uma capacidade de trabalhar em uma certa área – até por conta de sua especialidade base. O dermatologista, por exemplo, maneja bem o laser, principalmente externamente, além de peelings, ácidos e cosmecêuticos. Já o cirurgião plástico realiza muito bem as cirurgias íntimas, fazendo a remodelação dos lábios; ou seja, cada um possui habilidades essenciais para a ginecologia regenerativa. Entretanto, considera-se, geralmente, que o ginecologista é o profissional mais completo para atuar nesse campo, apesar de todos contribuírem, cada um tem uma posição.

Que tipos de mulheres costumam procurar pela ginecologia regenerativa?

A maior parte das mulheres que buscam o tratamento através da ginecologia regenerativa são as que estão insatisfeitas ou com o aspecto de sua genitália ou com a própria função, por estar sofrendo com algum problema, como um ressecamento ou até mesmo um prolapso de útero ou bexiga. O perfil das mulheres que procuram por esse tratamento também se relaciona com a idade. Mulheres com até 30 anos tendem a buscar a ginecologia regenerativa para realizar procedimentos estéticos, como, por exemplo, cirurgias para hipertrofia dos lábios ou do clitóris, já que dificilmente são notados sintomas ligados à funcionalidade genital nessa faixa etária, como a falta de lubrificação.

Já mulheres de 31 a 40 anos tendem a buscar a ginecologia regenerativa como forma de prevenção, e isso é muito importante, pois, quando chegar em idade mais avançada, como 50 ou 60 anos, o estado será muito melhor do que seria caso não fizesse nada. Se a mulher se prevenir, conseguirá uma resposta muito melhor do que teria se realizasse os procedimentos somente depois que a atrofia já estivesse instalada.

As pacientes com 50 anos em diante já costumam estar com os sintomas do climatério – período em torno da menopausa – instalados, são as que mais buscam a ginecologia regenerativa. Além dessas, existem também aquelas que não se encaixam pelo fator idade e que buscam o tratamento por motivos como patologias ou por tratamentos que desenvolvem problemas e desconfortos vaginais, como o uso de medicações antiestrogênio, que acabam gerando o ressecamento, ou o uso de hormônios para melhorar o desempenho físico, como a testosterona ou análogos, que geram a hipertrofia do clitóris.

Essas são situações que acontecem por indicações médicas ou condutas incorretas da própria paciente, o que faz com que seja recomendado o tratamento com a ginecologia regenerativa.

Perspectiva de crescimento da ginecologia regenerativa

No século XXI, principalmente, vive-se uma notável revolução feminina. Todo dia as mulheres se reinventam, buscam por crescimento e mais qualidade de vida em diferentes âmbitos. Então, com a melhora da autoestima, da confiança, da autoimagem e com a aceitação social, o público feminino tem dado mais atenção ao seu corpo, procurando sempre pela melhora. Além das próprias mulheres, a mídia leiga tem tratado bastante desse tema, com revistas, como a Veja e a Cláudia, assim como em programas de televisão. Temos, também, hoje em dia, uma literatura sobre o assunto, inclusive no Brasil, apesar de ainda estar em fase inicial. Congressos nos Estados Unidos, na Europa, no Oriente Médio e até na China tratando da ginecologia regenerativa. E, por fim, a ABCGIN tem apresentado uma ligação bastante interessante com estudiosos da América Latina e da Península Ibérica, que também possuem suas sociedades locais de ginecologia regenerativa, além do contato com a sociedade da Inglaterra.

Em síntese, percebe-se que o Brasil está em um nível bastante avançado no ramo da ginecologia regenerativa. O Dr. José Antônio Zelaquett, que trabalha desde 2007 com esse tratamento, pontua que a ginecologia sofreu um boom de dois a três anos para cá, e acredita que o aumento na demanda veio das próprias pacientes, que notaram que estavam cuidando de várias partes do corpo, mas que também precisavam dar atenção à sua região genital, pois ela faz parte do corpo e é tão importante quanto outras áreas.

A explosão da ginecologia regenerativa é, portanto, um processo sem volta, essa nova forma de tratamento só tem a crescer, ganhando cada vez mais espaço na medicina e beneficiando cada vez mais mulheres.

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