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Síndrome Urogenital da Menopausa – Compreenda!

Síndrome Urogenital da Menopausa – Compreenda!

Síndrome Urogenital da Menopausa – Compreenda!

A Síndrome Urogenital da Menopausa (GSM, em inglês) é um termo relativamente novo, que descreve a constelação de sinais e sintomas do trato urogenital inferior associados a um estado de baixo estrogênio. É considerado como um novo termo para Atrofia Vulvovaginal (VVA) e vaginite atrófica, já que a antiga nomenclatura não conseguiu abranger os frequentes sintomas urinários associados à menopausa, que inclui condições da vagina, vulva, tecidos do assoalho pélvico, trato urinário e disfunção sexual e perda de libido.

O GSM, que surgiu de uma conferência de consenso terminológico de 2013 da Sociedade Internacional para o Estudo da Saúde Sexual da Mulher (ISSWSH) e da Sociedade Norte-Americana da Menopausa (NAMS), é visto como um termo mais generalizável e inclusivo, com menos conotações negativas que devem substituir jargão.

O GSM descreve as alterações genitais, sexuais e urinárias no trato genital inferior associado à menopausa. É um distúrbio crônico que dificilmente melhora com o tempo sem tratamento. Os receptores de estrogênio presentes em todo o trato geniturinário inferior respondem à diminuição do estrogênio circulatório após a menopausa, com afinamento do canal vaginal e uro-epitélio, aumento do pH vaginal, diminuição da elasticidade do colágeno e do tecido e menor número de vasos sanguíneos.

Fisiologicamente, isso se manifesta com sintomas de secura vaginal, irritação vaginal, prurido vaginal e pode afetar a função sexual devido à dispareunia e diminuição da lubrificação. É importante notar que o GSM também inclui sinais e sintomas urológicos. Pacientes na pós-menopausa são mais propensos a infecções recorrentes do trato urinário.

Essa disfunção pode ser detectado clinicamente em até 90% das mulheres na pós-menopausa em avaliação. No entanto, apenas cerca de um terço das mulheres na menopausa relatam sintomas vulvovaginais quando pesquisadas. De acordo com o censo dos Estados Unidos em 2010, existem aproximadamente 50 milhões de mulheres com mais de 51 anos, a idade média da menopausa. Isso significa que aproximadamente 17 milhões de mulheres apresentam sintomas de GSM, um número que provavelmente está aumentando devido à demografia da população.

Estudos demonstraram que muitas dessas mulheres classificam seus sintomas como moderados ou graves. As mulheres afetadas percebem quedas na qualidade de vida semelhantes às de pacientes com condições crônicas, como artrite, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e síndrome do intestino irritável. Os sintomas de GMS também afetam negativamente a satisfação sexual em mais da metade dos pacientes e prejudicam os relacionamentos pessoais.

A barreira mais comum para os pacientes que discutem a GSM é a crença de que seus sintomas devem ser aceitos como parte natural do envelhecimento e da menopausa. Outras mulheres nem sequer ligam seus sintomas à menopausa. Isso demonstra uma grande lacuna no conhecimento do paciente e uma oportunidade de educar os pacientes no GSM como uma condição médica.

Os profissionais de saúde também precisam tomar a iniciativa de triagem e educação do paciente. No entanto, estudos mostraram que os especialistas de saúde estão fazendo um mau trabalho nisso. Um estudo descobriu que apenas 13% dos médicos consultaram seus pacientes quanto a sintomas de GSM. Mesmo após o diagnóstico, a maioria das mulheres com GSM permanece sem tratamento, apesar de estudos que demonstram um impacto negativo na qualidade de vida. A hesitação em prescrever tratamento por parte dos profissionais, bem como as preocupações percebidas pelo paciente sobre os perfis de segurança, limitam o uso de terapias vaginais tópicas.

Milhares de mulheres na pós-menopausa continuam sofrendo em silêncio por sintomas resultantes de atrofia deficiente em estrogênio da vulva, vagina e trato urinário, enquanto a profissão médica continua a debater como deve ser chamada a condição, como deve ser avaliada e se deve ser tratado universalmente.

Já é tempo de todas as sociedades médicas adotarem uma abordagem unificada para alcançar um consenso sobre definições, reconhecimento e gestão. Com o desenvolvimento da nomenclatura para a síndrome genito-urinária da menopausa (GSM), os avanços nas ferramentas de avaliação da GSM e nos questionários de qualidade de vida e novas intervenções terapêuticas, os sinais são positivos de que uma nova era está finalmente surgindo.

A ABCGIN, através da ABGREF (Academia Brasileira de Ginecologia Regenerativa, Estética e Funcional) procura promover cursos e congressos com o objetivo de aumentar o conhecimento e a compreensão do GSM, melhorando a capacidade dos profissionais de saúde de discutir e obter uma história apropriada com sensibilidade e tratar adequadamente. Acompanhe a programação e os artigos para os associados e entenda melhor sobre a Síndrome Urogenital da Menopausa.

Fontes:
*Dezembro, 2016. American Journal of Obstetrics & Gynecology. *Genitourinary syndrome of menopause: an overview of clinical manifestations, pathophysiology, etiology, evaluation, and management – Jason Gandhi, MS; Andrew Chen, BA; Gautam Dagur, MS; Yiji Suh; Noel Smith, MD; Brianna Cali, BS; Sardar Ali Khan, MD.
*Julho, 2018. Contemporary OB/GYN. Genitourinary syndrome of menopause: Underdiagnosed and undertreated. Nanette F. Santoro, MDIvy Lin, MD.